quinta-feira, 7 de julho de 2016

Desistir, autossabotagem e The Walking Dead

Continuando o texto anterior, vamos falar sobre a minha aversão a persistência, ou atração pela autossabotagem, ou ainda, simples covardia.
Acho que covardia é o nome certo para essa “coisa” que me acomete. Se você é uma pessoa super “Não desista dos seus sonhos”, “Viver vale a pena” e “Desistir jamais!” tudo o que eu vou falar aqui vai soar praticamente incompreensível, mas vou tentar explicar como é, mas já digo logo que não sei o porquê, e que não chegaremos a conclusão de nada no final do texto. Já você que assim como eu é um desistente, fique, se identifique, e perceba que você não está só.
Bom, a explicação é que tudo o que começa com certa animação e interesse chega a um ponto que demanda esforço, desafios que podem ser ultrapassados por pessoas normais, mas não por mim. A decisão de começar qualquer coisa, antes até me animava de verdade, mas hoje em dia eu só sei que será mais uma coisa inacabada na minha vida. E além de não conseguir terminar quase nada que eu me proponho a fazer, as coisas que eu faço até o fim, são destruídas por mim se tornando nada mais do que um tempo perdido no passado.
Não está entendendo? Eu explico.
De álbuns de figurinhas não terminados, blogs que nunca vão para frente, ideias de livros que não passam da quinta página, dietas e dietas, faculdades, sonhos de viagem, amizades, ou seja, uma infinidade de coisas, das mais bobas às mais significantes. Todas elas chegam a um ponto que eu simplesmente não ligo mais. Um obstáculo e eu penso “Por que insistir se eu posso desistir? É tão mais fácil” E BUM! Mais uma frustração para coleção.
Eu sei, eu sei, está tudo errado eu tenho mesmo que mudar e blá, blá, blá…
Mas, se fosse fácil eu não falaria disso aqui, não é mesmo? Estaria fazendo qualquer uma dessas coisas ou outras tantas que não listei aqui, em vez de escrever sobre o assunto. Mas, o buraco é mais embaixo. Entra também no caso de eu me desinteressar pelas coisas, ou ainda, não sei… fico sem vontade de viver, e as vezes dá até uma certa crise de ansiedade ao pensar que tenho que fazer algo que eu não quero, porque eu tenho que fazer. Esse momento está acontecendo agora (Olha eu datando o texto!). Estou a ponto de sair de casa para imergir em uma sala de aula de um colégio estadual, e a um mês eu estou surtando por causa disso.
Ontem ocorreu mais uma autossabotagem, não fui a uma aula que não poderia perder e simplesmente dormi o dia todo, eu não conseguia me manter acordada. Será meu consciente querendo me desligar para eu não sofrer com a ansiedade? Pode ser. Ansiedade também é um papo complicado que fica para outro texto.
Mas, eu vou continuar esse aqui, porque quero continuar a discutir esse lance da desistência, colocando em pauta uma das discussões que mais tenho ao explicar o meu ponto de vista sobre a série “The Walking Dead”. Eu assisti apenas até a segunda temporada, se não me engano. E quando eu digo que aquela série não faz sentido para mim, as pessoas se ouriçam. Diferente do que você pode estar pensando, meu problema não é com a temática zumbi. Fantasia é um dos meus gêneros favoritos, e é bem trabalhado na série, meu problema é com o fator humano da história. Mais especificamente com a motivação deles em continuar existindo.
(Caso você não tenha visto algumas temporadas da série, terão alguns spoilers, fique por sua conta em risco. Mas, eu não passei da segunda temporada então…)
Simples. Chega a um ponto do seriado que os personagens percebem que, com o perdão da palavra, foi tudo para o caralho. Os zumbis dominaram, o cientista que pesquisaria a cura, desistiu. As comunidades resistentes não resistem tão bem assim, os seus amados já se foram, eles estavam se apegando a qualquer um que encontrassem, e principalmente, você está condenado. Estando vivo só se fode, sofre e foge e estando morto, vira zumbi de qualquer maneira. Agora alguém ainda me explica, porque CARALHOS viver num mundo fodido desse? Continuar se fodendo por toda a vida, sendo que toda a ajuda que poderia ter eles já sabem que foi para o saco?
Não, obrigada. Suicídio, bem melhor.
Já tentaram me falar do “instinto de sobrevivência”, mas essa é difícil de engolir. Luta-se para se manter vivo só porque sim? Nada mais? Isso é suficiente?
“Vou me ferrar aqui pra continuar vivo, pra continuar vivo e me ferrando pro resto da vida”
Não faz sentido!! Desculpa, mas não faz. O motivo tem que estar na esperança de um lugar, uma cura, de sair daquela realidade de merda. Agora continuar vivendo simplesmente porque sim, sem vislumbre de melhora, desculpa mas não dá. Eu desistiria fácil fácil. E ainda ninguém conseguiu me convencer de um motivo realmente bom para continuar vivendo num apocalipse zumbi.
Hoje em dia está complicado até de eu mesma me convencer e continuar vivendo na vida comum.

O mundo anda meio estranho, o Brasil está cada vez mais repugnante, e eu cada vez mais desistente. Das pequenas e médias coisas, as grandes eu ainda não desisti, tenho esperança de melhora, mas anda complicado galera… Muito complicado.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Stephen King mandou escrever, então, escrevi

Olha só quem está de volta!! Sim, eu mesma. Minha versão escritora.
Essa minha versão, apesar de ser uma das mais desejadas e queridas por mim, nunca foi uma das mais bem sucedidas da minha vida. Nunca achei que realmente escrevia bem, mas escrever é uma necessidade do meu ser que fica muito mais enclausurado do que exposto e isso me faz mal, só pode fazer.
Estou tentando voltar a escrever. Preciso escrever melhor já que sou graduando em Letras. E por enquanto escrevo, tão, mas, tão mal que... Coitados dos meus futuros alunos... 
Mas, estou agora lendo um livro do Stephen King, "Sobre a Escrita", em que ele conta como foram os passos para ele se tornar tudo o que ele se tornou como escritor, e os processos criativos que ele usa para a escrever seus livros. É muito fascinante.
Vendo o que ele recomenda como coisas obrigatórias para qualquer um que pretenda escrever alguma coisa na vida, fui identificando que várias delas eu já tenho. Um conhecimento da língua a qual irei escrever, a composição de frases que viram parágrafos e parágrafos que compõem o texto, a leitura incessante (fiquei impressionada ao saber que tenho o mesmo número de leituras anuais que ele, quem diria?), mas algo ainda faltava para eu fazer... Escrever de fato.
A escrita incessante é um exercício que qualquer escritor tem que ter como prática principal, segundo Stephen King, além de te manter afiado e melhorar com a prática,  melhora a escrita e a autoanálise. Mas, essa é a parte fácil, a parte que dá pra começar a fazer a qualquer momento, como agora, esse texto nada mais é do que um exercício. 
Ele também recomenda, seis horas entre escrita e leitura por dia, algo que será um pouco difícil, mas nada impossível.
Porém, de todos os conselhos e todas as coisas que ele indica como práticas de um futuro escritor, me faltam duas que, na minha opinião são cruciais: criatividade e coragem.
Criatividade, sendo óbvia demais, é algo mais que necessário, já tentei escrever de tudo: contos, crônicas, ficção, posts em blogs, reflexões no facebook, enfim... mil e uma coisinhas que nunca foram boas o suficiente.
E ainda me falta coragem, para começar a escrever, para me dedicar a isso de maneira mais profunda, algo que talvez esteja muito mais no meu futuro do que dar aula, coragem para contar ao mundo: "Opa, eu escrevi uns negocinhos que apareceram na minha cabeça, quer ler?". 
O medo de ser julgada de maneira negativa ainda é algo que me impede. Ainda não tenho a capacidade de tornar as críticas alimento para a minha composição. Sou aquela criança que sendo mimada não quer ser contrariada, quando adolescente não quer ser criticada e quando jovem adulta não sabe lidar com a rejeição.
Talvez escrever sobre mim seja mais fácil do que compor isso de maneira ficcional, mas ao mesmo tempo penso (somando isso a falta de coragem): "Quem estaria interessado em ler o que eu tenho para escrever?
Nem eu mesma acho bom tudo aquilo que escrevo."
Ao escrever um parágrafo, deixo ele guardado no meu pendrive, e de tempos em tempos resgato uma coisa ou outra e sempre se repete: escrevo, paro, releio, reescrevo, esqueço, re-releio, re-reescrevo, acho um lixo e jogo fora. Não deveria ser assim, né?
Enfim, o que eu escrevo acho que serve muito mais como forma de desabafo de algo que, para dizer a verdade, nem eu sei o que é, ás vezes sai bastante fácil, como esse texto aqui. Porém, outros dias fica tão difici , tão difícil que é mais fácil desistir.
Sou mestre em desistir de qualquer coisa, mas esse papo fica pra outro texto.

Tag dos 50%

Olá pessoas, demorei para voltar por motivos de final de semestre, e é exatamente por isso que eu estou de volta vou fazer essa Tag para fal...