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Quais livros de José Saramago viraram filme?

Duas obras do escritor José Saramago foram adaptadas para o cinema, a primeira foi  O Ensaio sobre a Cegueira,  livro lançado em 1995 e adaptado  e m 2008, dirigido por Fernando Meireles, diretor brasileiro de  Cidade de Deus . produção protagonizada por grandes nomes de Hollywood como: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Gael Garcia Bernal, Danny Glover, entre outros grandes nomes. Veja o trailer a seguir:  SINOPSE E DETALHES Uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira atinge uma cidade. Chamada de "cegueira branca", já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mul...

Lídia e Marcenda: Os dois amores em O ano da morte de Ricardo Reis

Escrito por Dayane Soares Cavalcante O presente trabalho vem destacar as personagens femininas no romance  O ano da morte de Ricardo Reis,  de  José Saramago,  suas relações com o protagonista, suas personalidades completamente opostas  e perceber como essas representações do feminino contribuem  para a trama que destaca os últimos meses do ano da vida de Ricardo Reis. O ano da morte de Ricardo Reis  é um romance de José Saramago lançado em 1984 que se propõe a ficcionalizar um dos heterônimos de Fernando Pessoa. O escritor  modernista  teve vários heterônimos com perfis literários diferentes como: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, além do próprio Ricardo Reis; esses, que se destacam entre os mais famosos, tinham uma biografia criada pelo próprio Pessoa para cada um deles. Após a morte do próprio Pessoa, em 1935, seu heterônimo permanece vivo no romance de Saramago. Ele se propõe a contar os últimos meses da vida do, que se passaria...

As vozes que levantam do chão pós salazarismo

A literatura portuguesa produzida após período da ditadura em Portugal, ou seja, pós-Revolução dos Cravos em 1974, muitas vezes traz traços que remontam esse passado próximo em sua produção. Utiliza-se do fato histórico como fomento de uma expressão literária que foi censurada e que volta a ter voz. O holofote agora é dado a discursos que ficaram silenciados durante a ditadura. Levando-se em conta o ensaio “Na crise do histórico, a aura da História” de Teresa Cristina Cerdeira, no livro  O Avesso do Bordado  em que discute-se a diferença dos discursos da ficção e da história, a professora destaca o fato de que a escolha do que entrará para a História com “h” maiúsculo e o que ficará de fora, se torna uma espécie de ficção. A escolha de como narrar o fato por um ponto de vista que até então, era considerado imparcial é questionado. Assim o discurso da História – ele próprio que, durante tanto tempo, pretendeu reservar para si a prerrogativa da verdade, porque assent...

Tag dos 50%

Olá pessoas, demorei para voltar por motivos de final de semestre, e é exatamente por isso que eu estou de volta vou fazer essa Tag para falar sobre as minhas leituras da primeira metade do ano. E digo que tem bastante coisa iniciada e não terminada e os planos para o resto de ano são bem ambiciosos. Até agora eu li 44 livros e foi muito bom, apesar de apenas 20 serem livros que eu tenho fisicamente. Os outros se dividem entre ebooks e livros de biblioteca. 1. O melhor livro que você leu até agora, em 2018. Bom, esse ano tiveram vários livros marcantes de maneiras diferentes. Uns porque a escrita é sensacional, outros porque o enredo é intrigante, e ainda outros em que os personagens são cativantes, mas olhando a lista dos livros que eu li até agora, escolhi que me marcou por ter sido um livro que me emocionou e ficou comigo, foi um livro de não ficção, e que eu já comentei por aqui. O Clube do livro do fim da vida foi um dos livros mais bonitos que eu li, e desse ano, apesar...

Insegurança intelectual

Nos últimos tempos vi alguns vloggers que eu sigo, principalmente, os que falam de livros comentando sobre esse tema de insegurança intelectual, e é um tema que, infelizmente, eu me identifico bastante. Eu estudo Letras - Literatura, mas nem por isso sei escrever de maneira excepcional, ou sou mestre em revisão de textos. Não sei se sei ensinar a língua que sinceramente nem sei se eu sei. Como eu vou poder ensinar algo para alguém de algo que eu não tenho segurança. Falar sobre certos temas, ler certos livros. Comparando-me com os meus colegas de faculdade, por exemplo, eu leio muito, mas, ao mesmo tempo, minha habilidade em fazer leituras transversais é muito deficitária. Não acho que tenho cacife de sair da graduação direto para uma pós, fazer uma pesquisa. E sejamos sinceros, o meu CR concorda comigo. Esse blog, além de ser um espaço em que eu posso falar dos assuntos que eu quero, é principalmente, para eu exercitar a escrita e a minha revisão. Por mais que seja um lugar...

Comentário: O Filho Eterno - Cristovão Tezza

Cristovão Tezza um escritor brasileiro de contos e romances, nascido em Santa Catarina, publica em 2007 o livro O Filho Eterno, um romance em que um pai conta sobre a história de ter um filho com síndrome de down, as dificuldades e os aprendizados, começando com o nascimento desse filho nos anos 1980. Esse livro ganhou prêmios: Prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) 2007 (melhor obra de ficção do ano);  Prêmio Jabuti 2008;  Prêmio Portugal Telecom 2008 Prêmio São Paulo de Literatura 2008;  2009 Prix littéraire Charles-Brisset (Tradução francesa);  2012 International IMPAC Dublin Literary Award - Finalista (Tradução inglesa) Foi traduzido para sete línguas e foi adaptado para o teatro em 2011 e para o cinema em 2016. Um livro emocionante. Por mais que você não consiga simpatizar com o narrador a princípio, ao mesmo tempo, vale tentar se colocar no lugar do narrador e entender que as vezes os nossos julgamentos são muio mais baseado...

Ser magra ou ser feliz?

O título provoca, eu sei, mas essa dúvida é mais minha do que algo para ser questionado pelos outros. Todas as vezes que eu me olho no espelho e vejo o que não gosto em mim, ou olho para o que eu não odeio, mas que na minha cabeça pode ser ruim aos olhos do outro e o que faz o outro não se atrair por mim, f ico buscando motivos em mim para entender o que me faz indesejável aos olhos masculinos, principalmente, mas muitas vezes eu me fecho e penso que não deveria pensar nisso e muitas vezes eu não ligo, de verdade, aprendi a conviver com isso. Com o fato de que nem eu me pegaria. Quando fiquei magra no meu peso mais baixo, que ainda não era o a marca que eu buscava, percebia que emagrecer me deixou feliz em umas coisas, outras apenas não mudaram e, principalmente, deixar de comer as coisas que eu gosto me deixavam muito chateada. Eu fico muito feliz comendo, tenho prazer em comer, mas muitas vezes, ou até na maioria das vezes, a comida está relacionada a culpa. Eu voltei a en...