quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Hábitos que eu gostaria de perder

Como eu postei antes aqui no blog, os começos de ano são, muitas vezes, períodos de planejamentos de mudança de vida. Adquirir ou perder hábitos. 
E, hoje, eu vim dividir com vocês alguns hábitos que eu quero tirar da minha vida, no ano de 2017.
Um dia eu ouvi em algum lugar que para adquirir ou perder um hábito temos que fazer o que queremos fazer durante 21 dias consecutivos, e isso não é nada fácil. Principalmente, quando temos um hábito desde que nos entendemos por gente, o que eu acho que vai demorar muito mais do que 21 dias para mudar isso.
Outras pesquisas ainda dizem que essa conta de 21 dias apenas servem para pequenos hábitos, como por exemplo: comer uma fruta por dia. Hábitos mais elaborados, costumam demorar mais tempo, como fazer exercícios, que para se tornar um hábito, precisa de quase tres meses seguidos de prática;

Mas os meus são bem complexos, e eu tenho esse ano todo para começar a não faze-los mais.


1- Roer as unhas

Sim, eu tenho 24 anos na cara e minha mão parece a de uma criança de 7.
Desde criança eu fui ansiosa, e por isso adquiri esse hábito horroroso, eu sei que é, e várias vezes durante a minha vida eu tentei parar, mas obviamente nunca consegui.
 Esse víciozinho é inconsciente e tem a ver com a minha válvula de escape, quando eu era criança, eu tinha a mania além de roer as unhas, a morder qualquer objeto que tinha na mão, principalmente quando eu estava distraída, além de que quando eu estou nervosa ou ansiosa eu recorro a comida, é a mina válcula de escape. A minha boca é esse caminho, então esse com certeza vai ser o mais difícil, porque é inconsciente, mas eu sou dona de mim então, devo tomar conta da minha vida.

2- Desistir das coisas

Eu preciso parar de desistir das coisas, eu começo super animada, e aos poucos vou perdendo o tesão,no primeiro ou segundo obstáculo, eu entendo que talvez não seja para ser e as vezes algo que eu queria muito não acontece, porque eu simplesmente desisti.

3- Autossabotagem

Totalmente relacionado com o anterior, mas essa parte é mais profunda, eu me autossaboto e muitas vezes de forma consciente. Eu prefiro não cumprir coisas que me trariam responsabilidades que eu acho que eu não seria capaz de cumprir, eu estou me prejudicando, em vários aspectos, minha vida não se move pois eu entrei na minha zona de conforto de tal maneira, que eu não me arrisco, eu não melhoro, minha vida não vai para frente, porque todas as vezes que eu pude escolher, eu escolhi algo que me limita, me atrasa, me deixa  aonde eu estou. E isso precisa mudar. Por isso aos 24 anos ainda tenho uma vida, que eu não queria ter.

4- Desorganização

Algo que me prejudica muito, pois deixo de fazer coisas que eu realmente precis, está muito relacionada a autossabotagem também. A minha desorganização na vida é um reflexo da desorganização de pensamentos, eu não tenho foco, e claro ser uma pessoa organizada é ter hábitos, que te ajudem a ser mais produtiva, mas se eu for mais produtiva, eu vou ter resultados que vã me dar responsabilidades que eu não acho que estou preparada para ter, estão entendendo?

5- Dormir muito tarde
Essa é simples, eu facilmente troco o dia pela noite, mas eu fico mais produtiva quando acordo cedo, então esse , eu espero, vai ser um dos mais fáceis de mudar, vamos ver ao longo desse ano. 

Se eu conseguir mudar pelo menos 3 coisas nesse ano, minha vida vai mudar com certeza. Minha cabeça tem uns probleminhas que não me deixam ir em frente, são as tais das crenças limitantes, então, esse ano eu vou lutar contra elas, contra o comodismo, a desorganização, a covardia, a autossabotagem, eu preciso melhorar, e eu vou tentar, 2017 é o ano que eu vou ir pra frente nem que seja na marra, com muito ou pouco choro. Mas eu preciso me enfrentar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O carisma das lágrimas

Eu comecei a perceber algo diferente desde 2014.
Quando eu voltei de fato, finalmente e de maneira mais completa com meu relacionamento com Deus.
Durante oração de terços, orações pessoais, durante missas, na leitura do evangelho ou na homilia ou ainda na comunhão. As lágrimas vinham incontroláveis. Em grupos de oração e missas de cura e libertação então, vish.
Eu ficava com vergonha e não sabia o que diacho era aquilo.

Eu sempre falei: "ai se eu tivesse algum dom a minha vida ia ser mais fácil, Deus não me deu nenhum dom, poxa." Pensando no caso de dom como algo que eu sei fazer bem, algo que eu tenha talento.

E então, eu li um artigo sobre os tais dons do Espírito Santo e entre eles o Dom das lágrimas, e eu pensei "CARACA, É EXATAMENTE ISSO!".
E esse ano finalmente li o livro sobre o Dom das lágrimas da Canção Nova
E foi muito esclarecedor e assustador ao mesmo tempo. Percebi, pelas coisas faladas que era exatamente aquilo, ás vezes eu nem chorava pela emoção do momento, mas sempre eu começava a chorar em momentos de concentração e oração, quando não mais minhas palavras podiam chorar, quando tudo o que a minha oração queria dizer era mais do que minha coragem deixava, as minhas lágrimas oravam no meu lugar. Na torrencial corrente de lágrimas que eu deixo cair nesses momentos, não sinto angústia, parece que os portais se abriram, que as curas que eu preciso estão ali, no choro. 
Não oro em línguas, mas uma vez vez vi uma pessoa falando que quando a pessoa ora em línguas é o Espírito Santo curando aquilo que a pessoa nem pensou em trazer a tona, vai além da compreensão do consciente. 
E é, mais ou menos, o que eu sinto, as lágrimas me lavam por dentro, quando há o toque do Espírito Santo, eu jorro o choro das angústias, aquelas que eu nem admitia, eu sou lavada de dentro para fora, quando oro pelos outros, peço para que se a pessoa não consegue se entregar ao Espírito, que eu chore as lágrimas daquela pessoa, que as dores dela sejam sentidas e curadas naquele choro.
Quantas e quantas vezes, em grupos de oração, eu chorei de me curvar na ora da oração.
Nunca repousei no Espírito, mas o que eu vivo depois desse choro que é mais forte do que eu, que é a reação da minha alma que ora ao receber o Espírito no meu coração, que ao chorar as lágrimas daqueles pelos quais eu oro, a paz que eu vivo é inigualável

Então eu percebi o quanto eu poderia fazer com esse Dom, esse dom parece algo tão pessoal, como se ninguém pudesse ter benefício disso, além de mim mesma. Mas, hoje eu penso diferente, acho que a cada vez que me converto, e outra pessoa vê as minhas lágrimas e o toque o Espírito em mim, mais uma pessoa se converte. Quando oro para chorar as lágrimas daqueles que não se permitem invadir pelo Espírito Santo, sinto que ajudo na cura, na intercessão, na obra de Deus. 

Um dom simples, um dom sutil, o Dom que Deus me deu.
Eu estou aprendendo a usá-lo, e espero fazer a minha parte nas obras de Deus.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Sobre mudar a minha vida em 2017

Todos os anos os planos são esses, não são?
Adquirir ou perder hábitos. 
Começar algo novo. 
Planejar viagens.
Se preparar para um novo emprego.
Juntar dinheiro para alguma coisa.
Eliminar uns quilos.
Eo meus anos não tem sido diferentes desses. Todo ano faço metas, promessas e compromissos, anoto tudo, janeiro planejo meu ano todo e a partir de fevereiro, começo a não cumprir nada.
É frustrante. Como eu já disse aqui algumas vezes, eu não sou a pessoa mais perseverante do mundo, mas algo que eu aprendi com a idade é que as coisas só mudam com a perseverança, com a mudança dos hábitos e, principalmente, quando eu me comprometo a fazer aquilo por mim.
Quando eu acho que o motivo pelo qual eu estou fazendo algo é forte o suficiente, eu vou até o fim. Posso falhar, mas meto a cara mesmo e persisto, mas isso aconteceu pouquíssimas vezes na minha vida. 
Acho que a autoestima entre muito aí também, parece que fazer as coisas simplesmente por mim, nunca valeu a pena de verdade. Parece meio absurdo para quem não tem esse problema, mas é verdade. Eu que sempre fui carente, sempre colocava meus motivos em algo externo, parecia que fazer as coisas para mim nunca era motivo suficiente. É tipo você só arrumar a cama se for a visita na sua casa, você não faz aquilo por você, você não faz tanta questão assim, apesar de você se sentir bem em um ambiente arrumado e amar a sua cama arrumadinha, mas parece que fazer isso por você não é motivo suficiente, você faz isso por motivos externos. E eu sempre levei isso para qualquer coisa para minha vida.
Entender que é assim que funciona é uma coisa, mudar é outra.
Mas, apesar de na virada do dia 31/12/o-ano-que-n-deve-ser-nomeado para o dia 1/01/espero-que-melhore-pelo-menos-um-pouco, eu não ter ficado muito animada, com medo de tudo fosse apenas ladeira abaixo.
Eu decidi, seguir o conselho de Leonardo Di Caprio, ou melhor, Jack de Titanic (o filme mais assistido da minha vida) de "Fazer valer a pena".
Eu sozinha posso muito pouco no cenário mais amplo da sociedade, eu posso fazer a minha parte, para que pelo menos o mundo ao meu redor seja melhor. Fazer por onde meu ano ser bom, e além disso, escolher ver as coisas boas, as coisas sempre tem duas perspectivas, ou até mais, e na maioria das vezes tudo apenas depende do foco que é dado.
Então apesar de ter poucas metas e metas concretas, acho que os dois principais objetivos de 2017 para mim são:

1- Fazer as coisas acontecerem para mim. Entrar em ação de fato.
2- Olhar as coisas pelo prisma certo. Não focar no que seria pior, escolher ver o melhor.

Eu quero que meu ano seja melhor, e eu vou fazer ele ser ótimo para mim. E citando Tiririca, "Pior do que tá, não dá para ficar".

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Casamento e filhos - a polêmica de sonhar com isso

Casa. 4 quartos. 3 filhos. Viagem todo ano. 
Álbum de família. Álbum de casamento. Netos.
Família.
Hoje em dia esse pacote completo pode estar nos sonhos da mulher?
Parece que sim. Mas, nem sempre.
Quando em grupo de mulheres você diz que o seu sonho é o casamento com filhos, os olhares se tornam como olhares de coitadismos.
Muito tempo eu demorei para admitir isso para outras pessoas, assim como para mim mesma. Não era fácil, depois de crescer ouvindo que casar não dava em nada, que não era para eu casar caso eu pudesse. Tentava me convencer que o que eu realmente sonhava era viajar - e realmente é, mas não sozinha-, que o foco seria a minha carreira, essa a qual eu nem sabia qual ia querer, até hoje realmente eu não sei ainda muito bem, mas algo que sempre morou dentro de mim era a vontade de construir a minha família, quando eu comecei a ver exemplos de família do jeito que eu queria viver, e que dava certo, ao contrário do que tentavam me convencer a vida toda.
Então, eu comecei a entender que esse desejo não partia só de mim, era parte da minha vocação. Eu sempre iria querer me dedicar a família.
Hoje eu tenho 24 anos, e estou longe de concretizar tudo o que está descrito aí acima, mas a vontade ainda mora aqui.
Devo admitir que eu não sou a mais paciente das pessoas, mas tento ser, tento entender o tempo de Deus, e me preparar como mulher cristã para o futuro que eu tanto desejo, exercer o meu papel da melhor maneira possível.
Esse discurso vai ferir muitas feministas, e eu acho uma pena.
Sei que não todas, mas muitas vão torcer o nariz para tudo o que eu disse, e vão me olhar com pena, me achar limitada de alguma forma - coisa que já aconteceu várias vezes -  mas uma coisa que eu acredito que falta no feminismo é o sentido real do discurso de que a mulher pode querer poder qualquer coisa sem ser realmente julgada, seja por quem for, por homens ou por mulheres.
As pessoas, homens ou mulheres, devem ter a vida que quiserem e fizerem por onde de ter, então o respeito por parte de qualquer um é muito importante para que a sociedade viva bem.
Eu sonho com essa descrição margarinosa da vida, e hoje finalmente não tenho mais vergonha disso.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

25 coisas que quero fazer antes dos 25 anos

O clássico 30 antes dos 30 ainda está um pouquinho longe, mas já é um projeto do futuro.
Mas, hoje venho apresentá-los o projeto 25 coisas para fazer antes 25 anos.

1- Ir a uma cachoeira
2- Ler a Biografia
3- Experimentar comida árabe
4- Ir ao cinema sozinha
5- Furar as orelhas
6- Ir ao planetário
7- Ir ao Museu do amanhã
8- Aprender crochê ou tricot
9- Andar de Bondinho
10- Chegar aos 62kg
11-Mudar a cor de cabelo
12-Terminar o catecismo
13- Ir a um Jogo do Vasco
14-Ir ao Aquario
15-Estar com um Italiano básico
16-Pagar a quem devo
17- Comprar 5 livros em sebo/livraria
18- Dar doces a crianças
19-Aprender a trocar fralda
20- Juntar dinheiro para Black Friday
21- Fazer tatoo
22- Correr ou caminhar alguma corrida ou caminhada
23- Ser papai Noel dos correios
24-Plantar uma árvore
25- Voltar ao canal

Nada muito significativo. Mas, muito divertido e eu realmente queria fazer antes dos 25 anos.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Como eu me sinto sendo uma cacheada


E a transição acaba quando fazemos o grande corte?
Eu pensava que sim, mas não.
Quando eu saio, tiro fotos, quando me olho no espelho, quando acordo, ainda tenho pequenos sustos, eu ainda não me acostumei em estar com o cabelo curto e cacheado. Fazem 4 meses do Big Chop e para mim a transição não acabou.
Digo isso por vários motivos. Primeiramente, porque eu ainda estou aprendendo muitas coisas com o meu cabelo que cada momento do dia está de um jeito, que cada coisa que eu faço muda, que cada produto que eu uso reage de uma maneira, tudo tem sido um aprendizado.
Além disso, arrumá-lo tem sido um desafio: não posso passar creme nem de mais nem de menos, não posso amassar nem demais nem de menos, não posso lavar com shampoo de uma certa maneira, não posso passar tanto tempo sem fazer nutrição.
E ainda pelo fato de estar com o cabelo curto que para mim é apenas uma transição, entre o cabelo liso e o cabelo grande e cacheado do jeito que eu quero.
Mas, devo alertar que estou muito mais tranquila do que achei que estaria com o cabelo curto, 1 ano e 6 meses de transição e o que estou tentando fazer é curtir cada fase do meu cabelo, ainda não cortei pós o big chop, acho que já deveria ter cortado, mas ainda fico com receio, pois quero muito que ele fique comprido o mais depressa possível, e que o processo que pelos meus cálculos duraria 5 anos, seja pelo menos 1 ano a menos. kkk
Estou tentando cuidar ao máximo para que os cortes não sejam traumáticos.
Cortar meu cabelo cacheado enquanto eu era criança era uma sensação horrível, eu sentia que estavam arrancando um pedaço de mim que ia demorar muito para voltar, sempre cortavam mais do que eu queria.
Mas, hoje em dia, ser uma cacheada só tem me rendido sorrisos, relaxamento e elogios, nenhuma crítica até agora, ou pelo menos nenhuma direta ou ainda de alguém que faça real diferença na minha vida.
Meu cabelo é muito mais do que meu adorno, tenho aprendido muito nesse processo.
Enquanto isso me divirto tirando algumas selfies com o cabelo maluco para me acostumar com meu próprio reflexo depois de 11 anos.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

OZOB - Leonel Caldela e Deive Pazos - Minha Opinião

Quantas e quantas vezes eu ouvi o NerdCast de RPG Cyberpunk?
Eu já perdi as contas.
Não sabia que me identificaria tanto com as coisas que o Jovem Nerd produzia, pois não me identificava como nerd, e hoje já sei que sou.
OZOB é um personagem interpretado por Deive Pazos, ou melhor, Azaghal, ou melhor ainda, o Senhor da Oceania, no NerdCast de RPG e o personagem que foi aprofundado por ele e pelo escritor Leonel Caldela no primeiro volume: Protocolo Molotov, publicado pela editora NerdBooks.
Comprei o livro, mas eu já gostava do personagem, comprei o livro autografado porque já gostava do personagem Azaghal.
Mas demorei meses para ler.
Lia e parava, me arrependo de ter lido desse jeito, mas li no meu tempo.
Meu problema com a leitura foi uma questão pessoal mesmo, estou desacostumada com as descrições sangrentas, as quais o livro é repleto, mas ao mesmo tempo, o trabalho feito é nada mais, nada menos para o desenvolvimento dos personagens.Os personagens principais pareciam personagens de RPG, ou seja, os tornavam profundos, e o desenvolvimento era notável, sabemos a história pela perspectiva de Ozob, apesar do livro ser escrito em terceira pessoa.
Ambos jogadores de RPG construíam cenas épicas que ás vezes, por falha minha de não estar habituada ao cenário distópico, eram até difíceis de imaginar.  E ainda referencias que só quem viveu nos anos 1980 - que não foi o meu caso - ou quem ouve constantemente e repetidamente os nerdcasts - que no caso, é meu caso - poderá aproveitar perceber e se divertir, mas que eu acho que não limita a leitura, qualquer leitor irá aproveitar essa leitura, gostando mais ou gostando menos, apesar do público do Jovem Nerd ser um público nichado, ainda assim o trabalho de Leonel Caldela expande o alcance da obra.
O livro aborda vários assuntos que eu não imaginaria que estivessem em um livro como esse, por puro preconceito meu mesmo, devo confessar.
Questões de gênero, do uso de drogas, do trabalho corporativo, religiosidade (QUEM É SEU DEUS?) entre outros, uma bomba de polêmicas
Devo apontar que algo que me chamou a atenção foi que, antes de ler o livro eu ouvi o nerdcast sobre coautoria (que você pode ouvir clicando aqui,) no qual os dois falam sobre o trabalho de coautoria no livro, o que foi muito interessante, enquanto lia, parecia que percebia quais eram as entradas do Azaghal, o que tinha de interferência dele e o que era parte da construção de Leonel. No mesmo programa de podcast, Leonel comenta que as críticas, quanto a descrição de cenas violentas, em seus livros é bem recorrente, eu abri o livro sabendo, mais ou menos, o que eu encontraria e mesmo assim, tinha momentos que tinha que fechar o livro, porque a cena era perturbadora demais para mim, =).
Além disso, há mais uma coisa: as mortes no livro. As mortes como exposto pelos autores nesse programa, são justificadas, a história levaria os personagens a morte, e toda vez que um personagem morria, eu parava e pensava, será mesmo? E sim, não consegui pensar em nenhuma morte injustificada.
O livro que é para todos, para alguns com mais vigor, para outros com doses homeopáticas, como foi para mim. Com referências aos nerdcasts que são um presente para os fãs, mas que não diminui a experiência de outro leitor leigo a mitologia do Nerdcast.
O personagem Oleg Korolenko é um presentinho, porque o crush no Tucano é demais, e por mais que haja a descrição dos personagens para mim eles sempre tem as caras dos seus interpretadores, me deixem.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Meus desacontecimentos - Eliane Brum

Terminei de ler esse livro, hoje, e acho que preciso falar sobre ele.
Tentei esperar, para pelo menos saber sobre o que eu gostaria de falar sobre esse livro. Mas, eu ainda não sei.
Eu não conhecia a Eliane Brum, o único conhecimento que tinha sobre os livros dela era que eram muito elogiados por pessoas que eu levo muito em conta a opinião.
Eliane Brum era para mim uma autora nacional, que escrevia muito bem, segundo algumas opiniões, e só.
Agora sei que ela é do sul do Brasil, que ela é jornalista, que trabalhou no Saia Justa, que publicou seu primeiro livro aos 11 anos, que ficou grávida aos 15, que escreve muito bem, que deveria ser uma Brun.
Eu não sei falar o quão bem ela escreve, nem compará-la a ninguém.
Meus desacontecimentos é um livro de lembranças, muitas vezes relacionada a como ela entrou no mundo da literatura ou da formação dela como mulher, com pessoas que ajudaram a formar a Eliane que ela se tornou. As pessoas de sua família, os costumes, os detalhes, os olhares. Eu não pesquisei nada sobre a autora e o livro. Não sei o quanto de tudo aquilo é real. 
Pensei em como ela tinha uma memória boa, lembrava de coisas da sua infância com certos detalhes que de tão literários me pareceram meio... estranhos.
Mas ao mesmo tempo, comprei a história de Eliane.
Mesmo sendo de uma geração diferente da minha, muitas coisas eu me vi refletida: o medo da barata, o confronto com a realidade de ser uma moça branca de classe média em comparação com alguém que não teve os mesmos privilégios que eu, o amor pelos livros e pela leitura, como escrever desafoga as coisas que ficam desorganizadas dentro de nós - por mais que eu não escreva tão bem quanto ela, escrever causa em mim, um alívio, muito parecido com o descrito por ela -, a percepção dos olhares das mulheres ao meu redor, reparar as vidas que eu gostaria de ter- ou não - com mulheres que seriam meus modelos - ou não - enfim, me tocou. Não sei como. Mas, me fez sentir bem ler cada capítulo de um livro tão curto.
Assim como aconteceu com Clarice, por mais que eu queira ler mais livros, eu preciso esperar, não é assim, são coisas que preciso digerir, e não são só as histórias contadas, Eliane é bem simples nesse aspecto, são as impressões que causaram em mim, não sei porque, mas Meus desacontecimentos mexeu com certas partes de mim, do meu passado que estavam paradas, e remexeu, e agora eu preciso organizar.
Sobre o título, eu não sei o que ela quis dizer, não sei mesmo, mas eu gosto. 
E voltarei a ler a autora.

Ser pessimista não ajuda em nada

Sobre o título, eu digo isso por experiência própria e por luta diária de não ser mais uma pessoa pessimista.

Como eu cheguei a conclusão de que eu precisava mudar?
Simples.
Vi que as coisas do jeito que eu estava fazendo estavam dando um resultado que eu não queria. E que as pessoas - MUITAS PESSOAS! - que pensavam de maneira diferente da minha estavam tendo resultados que eu gostaria de ter na minha vida, então eu parei e pensei:


"Essas pessoas estão fazendo algo diferente de mim, e uma delas é pensar de maneira positiva, acreditar em si mesmo e estar aberto as oportunidades. Acho que preciso mudar. Porque fazer a mesma coisa esperando resultados diferentes é sinal de loucura, não é mesmo? É muito mesmo."

Pensei também: "o pensamento positivo é uma máxima da autoajuda, não pode ser bobagem! Os clichês são clichês por um motivo... eles são verdade.
Então, por que cargas d'água eu estou fazendo essas escolhas de merda?
Não sei.
Quando minha vida vai mudar? Quando eu fizer alguma coisa para isso.
E como eu começo? Mudando as atitudes e a maneira de pensar"


Mas, não é nem um pouco fácil, criar e/ou mudar hábitos, mudar a maneira como a gente pensa não é tão fácil assim, mas também não é impossível.

Passamos a vida inteira moldando o nosso cérebro, a maneira como eu escolhi ver o mundo até então foi ver sempre o pior de tudo.
O lado ruim, porque o mundo é uma merda mesmo.
Mas, aí eu comecei a perceber que aquele papo todo dO SEGREDO não era tanta balela assim.
As pessoas que ESCOLHIAM ver o mundo de uma maneira positiva eram, de fato, mais felizes e aconteciam coisas muito legais na vida delas.
Até que eu percebi o óbvio.
ELAS ESCOLHERAM.
Sim.
As coisas aconteciam, mas elas faziam por onde absorver o que há de bom, ter alegria em várias coisas, perceber a felicidade um pouquinho a cada dia, comemorar cada vitória e o Universo ou Deus, retribuíam essa gratidão. Ao redor delas acontecia coisas boas, ruins também, mas essas nunca sobressaiam o que tinha de melhor na vida das pessoas, elas não reclamavam, elas faziam por onde a vida melhorar. 
E foi aí que eu me vi sendo meio imbecil.
Eu só reclamava, reparava no pior, percebia tudo o de ruim que estava ao meu redor, e não fazia nada sobre isso.
Passar por duas coisas: transição e o meu emagrecimento (e o ganho de peso depois disso) me fez perceber que as coisas que me deixam feliz só aconteceriam comigo, se eu fizesse isso por mim. Parece muito óbvio né? Mas nunca foi tão óbvio assim para mim.
O Segredo diz que o universo entende que quando você está bem, mais coisas acontecem para que você fique melhor ainda, se você é grato mais coisas vão acontecer ao seu redor para ser grato. OPORTUNIDADES de ser aquilo tudo que você quer.


Uma vez em uma palestra na minha igreja eu ouvi uma coisa que nunca saiu da minha cabeça. Se você pediu a Deus, para ser uma pessoa mais paciente, por exemplo,  ele vai te dar oportunidades de ser paciente e se tornar aquilo que você quer, ele não te dará os peixes, vai te dar as ferramentas para a pesca, e você irá fazer. A oportunidade de ser aquilo que você quer e a escolha é sua, fazer ou não, ser paciente ou não, ser grato ou não, entrar em um relacionamento ou não, pecar ou não. Ser a melhor versão de si mesmo ou não.



Bem livro de auto ajuda. Mas é mesmo, e eu venho constatando que tudo isso é muito verdade, eu percebi que meu redor era uma bosta, porque eu escolhi viver assim, não fazer nada por mim, escolhi não perceber o tanto de coisas que eu tenho para ser grata, escolhi não comemorar aniversários, me afastar de amigos, ficar sozinha. São escolhas e suas consequências. 



Eu quero muitas coisas, e coisas que eu achava que não dependia de mim, mas dependem sim, por que não? Enquanto eu não fazia nada, realmente, nada acontecia, nada mudava. Estou aos poucos tentando mudar esse mind set, mudar as ações e as escolhas para ver se também muda a consequência.

Ser positiva não é fácil, mas como disse Otávio Albuquerque em um de seus vídeos, o mundo é uma merda, então o mínimo que temos que fazer é ser legal o suficiente para fazer o mundo ao nosso redor, um mundo melhor.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Maria e Aparecida - Rodrigo Alvarez

Descobri os livros do Rodrigo Alvarez por meio de um vídeo de uma pagã.
Olha que curioso!!  Adriana Zampolli tem um canal sobre livros no youtube, chamado Livros e Postits, e segundo ela,  gosta bastante de estudar as religiões, então ela fez um vídeo referente ao livro Maria que logo me interessou, e que no mês de dezembro comprei e li.
Comprei ambos juntos, mas resolvi ler Maria primeiro. Pois Aparecida é apenas a reverberação de uma imagem que é muito maior: Maria.

Sou católica, e acho que informar isso é relevante para a minha percepção sobre esses livros, acredito que pessoas de crenças diferentes vão ler esses livros com sentimentos diferentes.
Como católica que sou, já fui ler esses livros com reverência e um pouco de receio sabendo que a história ali contada iria ou me ajudar a engrandecer a figura Mãe de Deus ou colocar vários pontos embaçados.
Eu já sabia, pelo vídeo de Adriana, que Rodrigo tinha feito um trabalho digno de sua profissão. Uma pesquisa com referências, sem pender para nenhum dos lados, de ser a favor ou contra, exultar ou criticar, apesar de deixar nas entrelinhas o seu ponto de vista, mas abordando os vários discursos sobre o assunto que já causou tanta polêmica.
Porém, o trabalho de Rodrigo me surpreendeu para bem, senti realmente que a sua escrita não pendia nem ofendia ambos os lados, eu como católica senti minha admiração por Maria aumentar e entender melhor a minha fé e as histórias que a envolvem, mas também acredito que para aqueles que não honram Maria como nós católicos, também se sentirão satisfeitos com a abordagem do livro, ele mostra as versões, o pouco que há de fatos sobre o assunto, as reverberações históricas que o crescimento da imagem de Maria Imaculada sobre a imagem de uma mulher que pariu Jesus Cristo, e deixa para o leitor julgar, mesmo ele ressaltando toda a comoção que a devoção a Maria causou na comunidade cristã;
Devo confessar que gostei mais de Maria do que de Aparecida, mesmo esse segundo sendo um best seller nacional, achei o livro menos interessante abordando certos aspectos da história da padroeira do Brasil que me pareceu encheção de linguiça, não me levem a mal mas acho que a história da santinha poderia ter sido contada com pelo menos 40 páginas a menos, a história de todo o processo da santa na história é muito interessante, mas talvez a história de Maria e não a de uma de suas repercussões seja mais legal, no meu ponto de vista.
Por fim, digo que recomendo a leitura de ambos, principalmente para os católicos devotos a Maria, em qualquer uma das suas aparições. A escrita de Rodrigo é muito gostosa.
Os livros tem suas edições atuais uma fluidez e diagramação deliciosos para a leitura, além de serem lindos. Para os não muito cuidadosos, como eu, a capa branca pode ser um empecilho para levar o livro dentro de bolsas e mochilas, mas a leitura é rápida tente faze-la em um fim de semana.
O último lançamento do autor foi a biografia do Padre Fábio de Mello, que apesar de querido também é uma figura que causa controvérsias no meio católico, sua figura muito pública é criticada por muitos, mas querida por tantos outros, vou ler assim que possível estou muito interessada.

(Quase) Quatro meses pós o Big CHop

Sim, já fazem quase quatro meses desde o dia que eu resolvi arrancar 99% dos meus fios alisados, e sim, 99% porque ainda tem uns restinhos por aqui que mal se dão a perceber.
Usar meu cabelo completamente natural a 4 meses tem sido bem interessante. Devo confessar que cuidar de cabelo cacheado é tão diferente, dizem que dá mais trabalho, mas vou dizer que eu estou mais relaxada, acho que estou fazendo algo errado, mas para mim é fácil cuidar do cabelo cacheado, o difícil é estar com o cabelo curto.
E sim meu cabelo cresce devagar e com o cabelo cacheado o crescimento fica cada vez mais imperceptível. Mas o que eu ainda estranho é me olhar no espelho, passo por momentos de achar muito legal e muito esquisito.
Nem se compara com o que estava quando ainda não tinha cortado o cabelo, disso eu não me arrependo estou bem melhor assim.
Mas ter o cabelo curto nunca foi uma opção muito bem aceita por mim mesma então eu ainda estou estranhando muito. Várias vezes eu não me sinto bonita, e fico na ansiedade pensando quando que meu cabelo deve ficar grande ( e o resultado dessas contas são desanimadores para uma menina ansiosa) para ficar do jeito que eu quero só depois de 2020 e bem pra lá.
Mas, vamos devagar e sempre.
Passar pela transição capilar me trouxe várias lições, uma delas foi a paciência.
Não adianta ficar projetando ou ansiosa pelo o que ainda está por vir, tem que fazer o seu dia a dia, no meu caso era me alimentar bem e usar produtos que ajudassem no tratamento do meu cabelo, com o meu trabalho diário, os resultados simplesmente vinham.
A transição me ensinou que quando eu decido fazer algo por mim, a força da minha vontade é a única que importa, querer é persistir para fazer acontecer, eliminar os discursos que te desanimam que partem das pessoas ao seu redor ou muitas vezes de você mesma.
Eu coloquei na minha cabeça que eu ia fazer isso por mim mesma e olha o que aconteceu, tudo correu bem. Eu alcancei o meu objetivo porque eu tomei as rédeas da situação.
Mesma coisa com o meu emagrecimento, quando eu chamei a responsabilidade para mim, as coisas realmente aconteceram, quando eu relaxei os resultados vieram em forma de quilos que eu não queria que estivessem aqui.
Estou tomando rédeas dessa situação, e de outras mais da minha vida.
Continuo em transição... não foi só o cabelo... e as mudanças não pararão por aqui.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Emagrecer é mais fácil do que manter

Olá, pessoas
Estou aqui de volta para conversar com vocês sobre o status do meu emagrecimento, que não é mais isso a muito tempo...
Até março de 2016 ou seja em 7 meses eu tinha emagrecido um total de 14kg e precisava emagrecer mais 7 só pra chegar no meu objetivo, ou seja 2/3 do caminho já estava andado.
MAS... como eu já expliquei aqui em váááários posts. Eu sou uma autossabotadora de primeira, e  no decorrer do ano de 2016 engordei 6 FUCKING QUILOS!
Ou seja. volltei a pesar 75kg que é o meu peso atual, e no ano de 2017 ou pra ser mais exata até maio ou junho de 2017, pretendo emagrecer 12 kg.
Vai ser difícil mas eu já fiz isso antes, sei como fazer de novo o que me falta é vergonha nessa cara mesmo.

Devo confessar que é desestimulante. E em pensar que a culpa é minha e somente minha sem tirar nem por, em 2015 e ao longo de 2016 eu passei por duas mudanças na minha vida, tanto passar pela transição capilar quando emagrecer (nessa eu falhei esse ano de 2016). Essas duas coisas me mostraram que quando eu decidi, e quando eu me esforcei para as coisas darem certo para mim, tudo funcionou. Em outras áreas da minha vida não é bem assim que acontece. E foi o que aconteceu na parte do emagrecimento.
Eu me acomodei, cheguei em um período que foi confortável para mim me dar a desculpa de que eu poderia faltar a academia e comer o que eu quisesse, porque meu corpo permitia, porque eu já tinha emagrecido e se eu engordasse um pouquinho nada iria mudar.
Agora, 6 kg depois vemos que foi meio quilo por mês em média. Cerca de 130 calorias que eu fui ganhando todos os dias para que no final os seis quilos voltassem a me colocar na faixa do sobrepeso com uma porcentagem de gordura alta.

Seria tão difícil assim fazer ao contrário em um ano queimar, 130 calorias por dia e emagrecer mais 6 kg em um ano ?

A zona de conforto me trouxe de volta para um lugar que eu não queria estar.

Eu quero sair daqui.

E só depende de mim.
E isso não serve só para o meu emagrecimento, mas também para todas as áreas da minha vida.
Mas isso é papo para um próximo post.

Tag dos 50%

Olá pessoas, demorei para voltar por motivos de final de semestre, e é exatamente por isso que eu estou de volta vou fazer essa Tag para fal...