sábado, 16 de junho de 2018

Insegurança intelectual


Nos últimos tempos vi alguns vloggers que eu sigo, principalmente, os que falam de livros comentando sobre esse tema de insegurança intelectual, e é um tema que, infelizmente, eu me identifico bastante.
Eu estudo Letras - Literatura, mas nem por isso sei escrever de maneira excepcional, ou sou mestre em revisão de textos. Não sei se sei ensinar a língua que sinceramente nem sei se eu sei. Como eu vou poder ensinar algo para alguém de algo que eu não tenho segurança. Falar sobre certos temas, ler certos livros.
Comparando-me com os meus colegas de faculdade, por exemplo, eu leio muito, mas, ao mesmo tempo, minha habilidade em fazer leituras transversais é muito deficitária.
Não acho que tenho cacife de sair da graduação direto para uma pós, fazer uma pesquisa. E sejamos sinceros, o meu CR concorda comigo.
Esse blog, além de ser um espaço em que eu posso falar dos assuntos que eu quero, é principalmente, para eu exercitar a escrita e a minha revisão. Por mais que seja um lugar de escrita informal, ainda sim, o fato do exercício melhorar a performance é óbvio, ficamos mais críticos sobre como escrevemos e o que escrevemos.
Falar sobre algum livro aqui me faz querer ler com mais atenção e ter mais opiniões sobre o que está sendo tratado. Porém, a minha maior insegurança é diante do status de PROFESSORA DE PORTUGUÊS ou PROFESSORA DE LITERATURA.
Eu sempre ficava em recuperação em literatura, MEU DEUS, eu sou uma fraude completa. Mas, ao mesmo tempo, estou aqui, no final da minha graduação, demorou mais chegou.
Daqui para frente as inseguranças só vão aumentar.
Não esse texto não é algo motivacional é apenas uma sequencia de explicações e pensamentos sobre o fato de eu ser insegura para… Caramba.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Comentário: O Filho Eterno - Cristovão Tezza

Cristovão Tezza um escritor brasileiro de contos e romances, nascido em Santa Catarina, publica em 2007 o livro O Filho Eterno, um romance em que um pai conta sobre a história de ter um filho com síndrome de down, as dificuldades e os aprendizados, começando com o nascimento desse filho nos anos 1980.
Esse livro ganhou prêmios: Prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) 2007 (melhor obra de ficção do ano); Prêmio Jabuti 2008; Prêmio Portugal Telecom 2008
Prêmio São Paulo de Literatura 2008; 2009 Prix littéraire Charles-Brisset (Tradução francesa); 2012 International IMPAC Dublin Literary Award - Finalista (Tradução inglesa)

Foi traduzido para sete línguas e foi adaptado para o teatro em 2011 e para o cinema em 2016.

Um livro emocionante. Por mais que você não consiga simpatizar com o narrador a princípio, ao mesmo tempo, vale tentar se colocar no lugar do narrador e entender que as vezes os nossos julgamentos são muio mais baseados na hipocrisia do olhar julgador de quem está olhando de fora da situação.
Entrar nessa realidade é algo muito chocante, por que por mais que seja comum, ainda sim é algo que ninguém pensa que pode acontecer consigo. 
No meu caso, eu penso um pouco mais nisso por dois motivos, eu sonho em ser mãe um dia e eu tenho um primo que tem Síndrome de Down, então o tópico é presente na minha vida, e depois desse romance esse assunto é algo que sempre permeia a minha mente, como algo, possível e que os pais tem que estar emocionalmente preparados.

Recomento a leitura mas eu aviso, ponha de lado a hipocrisia e entenda o seu narrador.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Diário de leitura: A Fé explicada - Apresentação


Olá pessoas, hoje eu venho apresentar a vocês uma série de postagens que eu vou começar a fazer nesse blog, que é mais um incentivo para mim, e um registro para que outras pessoas que pretendam ler esses mesmos livros possam compartilhar as impressões de leitura.
Essa primeira série de posts vai contar com 56 postagens a princípio sobre a minha leitura do livro A fé explicada Leo J. Trese. Segue a sinopse da edição que eu utilizarei:

Sinopse - A Fé Explicada
Crer com inteligência e pensar e agir à luz das verdades cristãs: estes são os dois objetivos deste livro do sacerdote norte-americano Leo Trese, autor de inúmeras obras sobre a doutrina e a espiritualidade católicas, das quais as mais importantes já foram lançadas no Brasil pela Quadrante.

Dividido em três capítulos principais – O Credo, Os Mandamentos, Os Sacramentos e a oração –, o livro mostra os pontos essenciais da fé cristã de um modo extremamente didático, amável e claro, o que facilita não só a compreensão do leitor mas também o trabalho de quem depois precisa transmitir o seu conteúdo aos outros, seja numa aula de catequese, seja ao conversar com os amigos.

A exposição das verdades da fé é sempre acompanhada de exemplos e de imagens que as ilustram e tornam mais facilmente compreensíveis para o homem comum, que raramente tem à sua disposição os conhecimentos teológicos especializados que o ajudem a tirar delas todo o seu significado.

Por outro lado, os principais argumentos contrários à fé, tanto recentes como históricos, são expostos com serenidade e respondidos com precisão e firmeza, de forma a resolver as principais dúvidas com que qualquer cristão de nível superior se defronta, quer em si, quer nos outros.

O aspecto mais atrativo desta obra são as inúmeras aplicações e conselhos práticos que o autor sugere, e que são uma ajuda poderosa para viver a fé, para encarná-la nas realidades do dia a dia. Esta nova edição foi inteiramente revista e atualizada pelo novo Catecismo da Igreja Católica e pelo Código de Direito Canônico vigente. Possibilita, assim, uma ampla visão dos últimos aprofundamentos que a inteligência cristã tem feito sobre o riquíssimo depósito da fé cristã.

Ficha Técnica:
Número de Páginas: 480
Editora: Quadrante
Idioma: Português (Brasil)
ISBN: 85-7465-012-9

Então, as minhas postagens vão seguir a seguinte estrutura: resumo das páginas lidas, citações e comentários. Caso eu ache necessário também haverão citações bíblicas e do catecismo.
Essas postagens funcionarão como um diário de leitura. Não pretendo que isso funcione como uma aula de catequese, ou ainda como uma postagem de explicação sobre o que ele está dizendo, pelo contrário, vou apenas dividir com vocês as minhas experiências da leitura, estudo e sentimentos sobre o que será tratado nos capítulos do livro.

Espero que seja uma jornada edificante.

Até a próxima postagem.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Ser magra ou ser feliz?

O título provoca, eu sei, mas essa dúvida é mais minha do que algo para ser questionado pelos outros.
Todas as vezes que eu me olho no espelho e vejo o que não gosto em mim, ou olho para o que eu não odeio, mas que na minha cabeça pode ser ruim aos olhos do outro e o que faz o outro não se atrair por mim, fico buscando motivos em mim para entender o que me faz indesejável aos olhos masculinos, principalmente, mas muitas vezes eu me fecho e penso que não deveria pensar nisso e muitas vezes eu não ligo, de verdade, aprendi a conviver com isso.
Com o fato de que nem eu me pegaria.
Quando fiquei magra no meu peso mais baixo, que ainda não era o a marca que eu buscava, percebia que emagrecer me deixou feliz em umas coisas, outras apenas não mudaram e, principalmente, deixar de comer as coisas que eu gosto me deixavam muito chateada.
Eu fico muito feliz comendo, tenho prazer em comer, mas muitas vezes, ou até na maioria das vezes, a comida está relacionada a culpa.
Eu voltei a engordar bastante, sigo um estilo de vida que eu gosto mais, não gosto do meu corpo, mas ao mesmo tempo não tenho mais a vontade de emagrecer e me esforçar por aquele corpo, eu vi que nada mudou.
O que está errado é mais o jeito que eu me olho do que o jeito que eu estou.
Quando eu passei pelo processo de emagrecimento, eu notei algo fascinante. E tem relatos disso aqui no blog. Eu tomei as rédeas da minha vida, e isso me fez conquistar objetivos, isso é algo que me deixou muito fascinada na época, eu entendi que as rédeas são minhas, a vida só vai mudar quando eu me esforçar o suficiente para mudar.
Porém, muitas das coisas que eu quero não dependem de mim, então, eu vi que apesar de ter mudado uma coisa muito importante da minha vida, ainda não consegui as coisas mais importantes do que essa, e que o esforço, não valia para que eu continuasse com tudo aquilo, eu ainda não gostava de mim, ninguém ficava atraído por mim, e eu pensei então, que se eu não vou gostar de mim nem magra, então vou comer o que eu quiser, pelo menos isso me deixa mais alegrinha.
Eu sei que estou mais uma vez no quadro de sobrepeso com uma porcentagem de gordura corporal alarmante, mas eu não tenho vontade de fazer nada para mudar isso.
Toda vez que estou no ponto de comer algo que engorda, eu paro e penso "Ser magra ou ser feliz?" 
Ser feliz, com culpa, tem sido minha escolha.

A minha auto imagem não melhorou, longe disso, eu só e acostumei a não me gostar, pois a vida inteira foi assim, e quando eu percebo isso, vejo que é triste eu sei, mas mais uma vez eu me acostumei a ser triste.
No comparativo com outras pessoas eu sempre vou perder, então eu vou comer. Com licença.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Lúcifer - Temporada 1 e 2

Não é  uma das obras de arte da tevê, na verdade, está longe disso.

Lucifer é uma série de televisão americana que Foi transmitida na Fox de 25 de janeiro de 2016 e cancelada em maio de 2018.

A série se desenvolve ao redor de Lucifer Morningstar.
Ele renuncia seu trono e abandona seu reinado no Inferno para tirar férias em Los Angeles, onde abre uma uma casa noturna com a ajuda de sua aliada demoníaca chamada Mazikeen a.k.a. Maze.
Depois que uma celebridade a quem Lucifer ajudou a alcançar a fama é assassinada, ele se envolve com a polícia de Los Angeles, onde começa a ajudar a Detetive Chloe Decker a resolver casos de homicídio e encontrar os responsáveis para que possa "puni-los".

O personagem Lúcifer tem várias questões com seu pai e sua família celestial. E a minha personagem preferida que é psicóloga da série, ela tenta compreender o que se passa com os personagens da série.



Da esquerda para a direita nessa imagem contém o elenco fixo da série. Amenadiel, anjo e irmão de Lúcifer; Maze a demônia amiga de Lúcifer; Lúcifer Morningstar, o próprio; Detetive Decker, a causadora das polêmicas e a minha personagem menos preferida; Dan Espinoza parceiro e ex de Decker; e a minha QUERIDA Linda, a psicóloga.

Outra personagem muito legal, é a Ella, especialista em 

medicina forense da polícia.

Para quem gosta de Sobrenatural é uma dinâmica bem parecida, tem uma história principal que move os personagens, mas existe os casos por episódio, e alguns desses casos fazem a história principal se mover.


A primeira temporada é muito melhor do que a segunda, e o que levou para Sobrenatural, pelo menos 8 temporadas para acontecer, aconteceu de uma temporada para outra.

A história se perdeu, o enredo fica fraco, os personagens são muito interessantes e tem conflitos que podem ter uma história melhor desenvolvida, entre os principais, mas os enredos que são desenvolvidos, principalmente, envolvendo os casos e os personagens terciários empobrecem a série.

A série que flutua entre o suspense policial, comédia e drama, as vezes sofre com as interpretações sofríveis de alguns personagens e os bons atores não conseguem levar a série nas costas o tempo todo.


Por isso o cancelamento da série na terceira temporada, apesar de me deixar riste, não é tão surpreendente.


Ainda não assisti a terceira temporada, e assim que assistir volto para contar o que achei, mas apesar dos pesares, é uma série que gostei e me diverti muito vendo.


Descobri depois que a série é uma adaptação livre de um personagem homônimo do Neil Gaiman, que aparece em Sandman e depois ganha seu próprio Spin off.

Eu já tinha muita vontade ler esses quadrinhos por dica da Tatiana Feltrin, agora fico mais ainda com vontade de ler essa série de quadrinhos.


segunda-feira, 11 de junho de 2018

As três Marias- Rachel de Queiróz

Li As Três Marias depois das inúmeras indicações feitas pelos meus booktubers preferidos, assinantes da Tag Curadoria.
Eu ainda não faço assinatura, assim que eu tiver um emprego vou assinar.
Porém, já havia lido O Quinze que foi um livro que me marcou muito, um dos melhores livros que li na vida.
As Três Marias, no entanto, é um bom livro, mas sofre com a comparação, não que se assemelhem de alguma maneira, mas na questão do impacto causado por ambos O Quinze ainda ganha.
As Três Marias trata da história de três meninas estudantes de um colégio/internato de freiras no Ceará e que se tornam amigas, mostra o dia a dia delas, as passagens da vida de adolescente e de como a vida fora do internato influencia na personalidade das três meninas.
Um romance delicado e muito bem escrito.
De forma clara a poesia do dia a dia se torna ouro nas mãos de Rachel de Queiróz, 

domingo, 10 de junho de 2018

Grande Magia - Elizabeth Gilbert



Apesar de nunca ter lido nada da autora, que é famosa por ter escrito o livro Comer, rezar e Amar, confesso que por puro preconceito,  fui ler o livro de não ficção que, na verdade, é um livro sobre seu processo de escrita e sobre o seu trabalho com a criatividade chamado Grande Magia.

Nesse livro, Elizabeth Gilbert vai mostrar como a escrita esteve presente na sua vida, como o compromisso em manter-se fiel a sua escrita e tentar melhorá-la foi trabalhoso, e que o talento tem que vir acompanhado de muita insistência. 
Ela alterna capítulos em que estimula a criação criativa com causos da sua história, bloqueios criativos, frustração e perseverança, acima de tudo. Ela também dá dicas de como fazer da escrita criativa algo produtivo e como um escritor iniciante ou experiente precisa se questionar o tempo todo sobre o porquê daquilo, os motivos do seu trabalho criativos, a não se frustrar por suas ideias serem trabalhadas por outras pessoas enquanto você não fez nada para colocar aquela sua ideia em prática. 
As ideias estão no mundo, basta você se esforçar o suficiente para se aproveitar delas na sua maneira.
Enfim, é um livro que estimula a produção criativa , principalmente, do escritor, mas não só.

Eu gostei bastante da leitura, e como eu disse anteriormente, pretendo ler outros títulos da autora.


Insegurança intelectual

Nos últimos tempos vi alguns vloggers que eu sigo, principalmente, os que falam de livros comentando sobre esse tema de insegurança intele...